Jonas Roosens/EFE/EPA/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A escalada da crise diplomática entre Brasília e Washington tem gerado grande apreensão no setor empresarial brasileiro, com receios de que a disputa política interfira nas exportações cruciais para o país.

O presidente Lula intensificou os ataques ao secretário americano do Estado, Marco Rubio, qualificando-o como um “inimigo mortal” da América Latina, e também criticou publicamente o senador Flávio Bolsonaro, rotulándolo de “traidor”. Essa postura agressiva emana da percepção de que a mistura de disputas internas com ofensivas diretas a autoridades estrangeiras dificulta significativamente as negociações para evitar tarifas comerciais.

Segundo a Gazeta do Povo, os Estados Unidos propuseram uma sobretaxa de 25% em produtos brasileiros, justificando-se pela alegação de concorrência desleal baseada na Seção 301 da lei interna americana. O aumento proposto no imposto médio – que passaria de 12,2% para mais de 18% – representa uma ameaça direta à rentabilidade das empresas brasileiras nos mercados americanos e tem gerado preocupação em setores como o automotivo e máquinas industriais.

A pressão dos EUA se intensificou com a sugestão de um adicional de taxa – 12,5%, sob acusações de falhas no Brasil na luta contra o trabalho forçado nas cadeias produtivas. Este ponto sensível expõe as empresas brasileiras a uma potencial crise de imagem e à possibilidade de fechamento de mercados internacionais. O Planalto avalia utilizar a Lei de Reciprocidade Econômica, retaliando com impostos sobre produtos americanos importados; contudo, muitos empresários alertam para o risco dessa medida escalar disputas comerciais sem um resultado favorável ao Brasil.

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