Gilmar Mendes ignora críticas e defende nome mais amplo para o “Fórum de Lisboa”, que ele considera um palco estratégico. O ministro do STF proferiu declarações polêmicas durante o encerramento do evento em Portugal, desafiando diretamente os questionamentos sobre a baixa presença de autoridades no fórum e minimizando as críticas à edição anterior.
Segundo a Gazeta do Povo, Gilmar Mendes propôs formalmente a mudança do nome do “Fórum de Lisboa” para “Fórum Mundial de Lisboa”, justificando que essa alteração refletiria o alcance internacional da discussão promovida pelo evento. A sugestão veio acompanhada de um tom provocador e uma aparente modéstia, expresso na frase: “Modéstia às favas”. O ministro parece ignorar a percepção pública sobre desinteresse das altas esferas do governo em participar dos eventos que ele lidera no exterior.
A redução drástica na participação de ministros do STF, governadores e membros da equipe presidencial durante o fórum deste ano reacendeu os debates sobre as custosas viagens oficiais promovidas pelo governo Lula nos últimos anos – uma série de gastos questionados após a Operação Lava Jato e expostos no escândalo envolvendo o Banco Master. Gilmar Mendes classificou essas críticas como meras “leituras apressadas”, indicando um claro desdém por parte do ministro diante das denúncias sobre uso indevido dos recursos públicos em viagens internacionais, uma prática que tem gerado intenso debate na sociedade brasileira e questionamentos da imprensa conservadora.
O episódio demonstra a postura assertiva de Gilmar Mendes no STF e sua disposição para defender as iniciativas promovidas pelo tribunal, mesmo sob forte crítica por parte de setores opositores. Em um momento irônico do discurso, ele utilizou um provérbio popular – “Ninguém se livra de pedrada de doido nem de coice de burro”– como forma de justificar a visibilidade que as críticas trouxeram ao fórum e à sua própria atuação, evidenciando uma estratégia para lidar com oposição política.









