Pesquisadores da Embrapa, especificamente da unidade Agrobiologia em Seropédica, Rio de Janeiro, identificaram a estruvita – um mineral derivado de dejetos de suínos – como um substituto promissor para fertilizantes fosfatados importados. Os experimentos comprovaram que a estruvita, aplicada em doses que variam de 50% a 100% da recomendação usual, consegue suprir até 50% da demanda de fósforo em lavouras de soja, mantendo uma produtividade de 3,5 toneladas por hectare.
De acordo com a Gazeta do Povo, a eficiência agronômica da estruvita supera a de fertilizantes convencionais, especialmente em solos tropicais como os encontrados no Brasil, onde o fósforo se fixa rapidamente, tornando-se pouco acessível às plantas. A natureza alcalina da estruvita, contrastando com a acidez dos fertilizantes solúveis, a torna particularmente eficaz nesses solos, otimizando a absorção do nutriente pelas plantas.
A pesquisa se alinha com a busca da instituição pela redução da dependência do Brasil em relação a insumos importados, atualmente responsáveis por cerca de 70% do mercado nacional de adubos fosfatados. Segundo a Gazeta do Povo, o foco da Embrapa é a precipitação da estruvita a partir de efluentes suínos, transformando um resíduo ambiental em um produto agrícola de alto valor, o que representa uma aplicação do conceito de economia circular na agropecuária.
O potencial econômico da estruvita é significativo, especialmente para grandes criadores de suínos, com a capacidade de gerar até 340 mil toneladas anuais do composto no Brasil. Além disso, a utilização da estruvita contribui para a resolução do problema da destinação inadequada de dejetos animais, protegendo recursos hídricos e abrindo novas oportunidades de renda para os produtores rurais.








