Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

O renomado advogado Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça, formalizou sua saída da equipe jurídica que representa Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). A decisão, comunicada nesta terça-feira (19), surge em um momento crucial da investigação conduzida pela Operação Compliance Zero.

Segundo a Gazeta do Povo, Aragão expressou sua discordância com a possibilidade de Costa aceitar um acordo de delação premiada, argumentando que os termos propostos não atendem aos requisitos de seriedade e responsabilidade que norteiam sua atuação profissional. A preocupação do advogado se intensifica diante da situação carcerária do ex-presidente, que permanece detido no Complexo Penitenciário da Papuda.

A investigação revelou que Costa teria recebido uma quantia de R$ 146,5 milhões em propina proveniente de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. As apurações da Polícia Federal detalharam a negociação de seis imóveis de alto valor em São Paulo, estimados em R$ 146 milhões, com a contrapartida de facilitar a aquisição desses ativos fraudulentos por parte da estatal. Apenas R$ 74,6 milhões desses imóveis foram efetivamente entregues a Costa.

Aragão, que possui uma vasta experiência no Ministério Público Federal, enfatizou que a colaboração premiada só seria viável diante de evidências robustas e inequívocas, sempre respeitando a legalidade e a reputação das partes envolvidas. Cleber Lopes, que representava a defesa na época da prisão, havia anteriormente negado as acusações, classificando a situação como “absolutamente desnecessária”.

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