O governo Lula utilizou a Embratur para contratar serviços de cruzeiros para a participação do Brasil na COP30, evento programado para novembro de 2025 em Belém (PA). Segundo a Revista Oeste, a operação foi intermediada pela Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda., uma empresa com ligações significativas a figuras do antigo Banco Master.
A contratação formal ocorreu por meio da Secretaria Extraordinária para a COP30, vinculada à Casa Civil, que repassou a responsabilidade para a Embratur. A autarquia federal, por sua vez, subcontratou a Qualitours para gerenciar a logística de hospedagem, firmando acordos com empresas do setor de cruzeiros.
A questão se complexifica com o envolvimento de Marcelo Cohen, proprietário da Qualitours e do hotel Botanique em Campos do Jordão. Documentos revelam que Cohen, por meio da holding BeFly, que recebeu apoio financeiro de fundos ligados ao Master, direcionou recursos para a expansão da empresa, incluindo aquisições como a Flytour e a Queensberry.
Conforme apurou a Revista Oeste, uma transação de R$ 6 milhões, em novembro de 2024, foi realizada entre o Banco Master e uma empresa de Cohen. A Embratur justificou a escolha da Qualitours, alegando que a empresa apresentou documentos comprobatórios de sua idoneidade e capacidade.
A estrutura financeira da operação contou com garantia do banco BTG Pactual, por meio de carta fiança, e foi aprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que considerou a contratação regular por decisão unânime. O TCU ressaltou a viabilidade econômica do modelo adotado pela Embratur em comparação com outras opções.
A BeFly, holding da Qualitours, declarou que o Banco Master atuou apenas como provedor de crédito, entre 2021 e 2023, e que a empresa cumpre suas obrigações sem irregularidades. A Qualitours reiterou que o processo de contratação foi regular e compatível com as exigências do projeto, assegurando a operação dos navios de cruzeiro durante a COP30.









