Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou a possibilidade de o Brasil tomar medidas de retaliação contra os Estados Unidos, elevando a tensão diplomática após o envio de um delegado da Polícia Federal de Washington. Segundo a Gazeta do Povo, o chefe do executivo brasileiro considerou o episódio um indicativo de interferência e possível abuso, e por isso, o governo pondera uma reação proporcional caso a confirmação da gravidade dos excessos se concretize.

A saída do delegado foi motivada por acusações americanas de que o oficial tentou manipular o sistema migratório. A Polícia Federal, por sua vez, defende que a atuação ocorreu dentro do escopo de um acordo de cooperação internacional. Diante dessa situação, o governo brasileiro já avalia possíveis respostas, que podem incluir retaliações contra agentes americanos, caso a situação se agrave.

O delegado Marcelo Ivo de Carvalho, responsável pela ligação com o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas em Miami, estava previsto para deixar o cargo um mês antes da sua expulsão, ordenada pelo ex-presidente Donald Trump. A substituição foi formalizada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, em 17 de março, com a troca efetivada na segunda-feira (20). A delegada Tatiana Alves Torres assumiu a posição por um período de dois anos.

Conforme apurou a Gazeta do Povo, o ex-PM Marco Alexandre Machado de Araújo, cumprindo pena por envolvimento no ataque do dia 8 de janeiro, retomou a prisão domiciliar em abril de 2025, mas retornou ao regime fechado na última sexta-feira (17). A mãe do ex-policial, Iara Célia Machado, celebrou a previsão de retorno, informando que ele deverá chegar nesta terça-feira (21) ou quarta-feira (22).

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