A Polícia Federal acusa executivos do INSS de um desvio bilionário envolvendo o sistema previdenciário nacional. A Operação Sem Desconto revelou uma teia complexa de corrupção que drenou cerca de R$6 bilhões dos cofres da Previdência Social, conforme apurou a O Antagonista.
O ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, figura central na investigação, foi preso em novembro de 2025 após meses de acusações e investigações intensivas pela PF. A denúncia detalha que ele se beneficiou com propinas mensais no valor expressivo de R$250 mil, obtidas através da omissão deliberada na fiscalização das entidades associativas vinculadas ao instituto. Essa conduta representa um ato grave de desleixo e corrupção sistemática contra os trabalhadores brasileiros.
A investigação aponta também para o ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Antônio Ribeiro Filho, e a figura de André Fidelis, ex-diretor de benefícios, ambos indiciados por participarem desse esquema criminoso que permitiu descontos indevidos em aposentadoria e pensões. Segundo consta na investigação da PF, os acusados atuaram para interferir nas apurações realizadas pela polícia, demonstrando uma clara tentativa de obstrução à justiça.
A Operação Sem Desconto identifica um padrão preocupante: o esquema se estendeu por cinco anos, abrangendo desde 2019 até 2024 e impactou aproximadamente R$6,3 bilhões em pagamentos indevidos aos segurados do INSS. A Autoridade da Giária (AGU) já anunciou medidas para recuperar os valores desviados entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, demonstrando a seriedade das acusações e o compromisso com a recuperação dos recursos públicos roubados.









