A Receita Federal expõe esquema de desinformação orquestrado para beneficiar criminosos com o PIX
O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, revelou que as notícias falsas disseminadas no ano passado sobre o monitoramento do PIX foram intencionalmente criadas para favorecer as facções criminosas que operam no país. Segundo a Gazeta do Povo, Barreirinhas detalhou como a onda de “fake news” se aproveitou de uma brecha regulatória na tentativa de prejudicar o sistema financeiro nacional.
A Receita Federal buscou, com a resolução mencionada, preencher uma lacuna na regulação do Sistema Financeiro Nacional, visando evitar movimentações ilícitas. No entanto, a estratégia foi subvertida por uma campanha de desinformação massiva que acusava o órgão de tributar o PIX. A Gazeta do Povo apurou que as fintechs e bancos digitais foram alvos dessa campanha, que se beneficiou do vácuo regulatório existente, permitindo a atuação dessas instituições sem os mesmos controles impostos aos bancos tradicionais desde 2001.
A operação da Receita Federal, em conjunto com o Ministério Público de São Paulo, revelou que seis fintechs foram utilizadas para lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre 2022 e 2024, essas empresas movimentaram R$ 26 bilhões para a organização criminosa, incluindo mais de R$ 1 bilhão em dinheiro vivo e R$ 365 milhões em criptoativos. Barreirinhas enfatizou que o trabalho investigativo foi facilitado pelas informações fornecidas pelas fintechs através da E-financeira, destacando a falta de transparência e governança que permitiu essa atuação irregular.
A Operação Carbono Oculto, desencadeada em agosto do ano passado, levou o Banco Central a impor uma resolução que obrigou as fintechs a declarar as movimentações dos clientes nas chamadas “contas-bolsão”, uma prática que havia sido utilizada para ocultar operações financeiras. A Advocacia-Geral da União (AGU) acionou a Polícia Federal e a Senacon para investigar a disseminação da desinformação, argumentando que essa prática feria a ordem econômica e fomentava golpes.









