A Justiça norueguesa impôs uma pena severa ao primogênito da princesa Mette-Marit, Marius Borg Hoiby, condenando-o a quatro anos de prisão após ser considerado culpado em duas das acusações de estupro que o envolviam. O caso expõe um comportamento questionável por parte do herdeiro real e levanta sérias dúvidas sobre a proteção oferecida à vítima diante da complexidade dos crimes confessados, conforme apurou recentemente a Revista Oeste.
O julgamento, que se prolongou por seis semanas até março deste ano, revelou detalhes chocantes de abusos cometidos entre 2018 e 2024 contra diversas mulheres. Segundo informações apresentadas durante o processo, as vítimas estavam vulneráveis – dormindo ou incapazes de resistir – quando Hoiby praticava atos sexuais não consentidos em sua residência, incluindo um episódio no porão da propriedade. O juiz Jon Sverdrup Efjestad afirmou que a incapacidade das vítimas em oferecer resistência foi considerada comprovada pelo tribunal.
A situação se agrava ainda com o histórico criminal do acusado, marcado por 40 acusações criminais além dos crimes de estupro. Entre elas estão agressão, infração relacionada ao consumo de drogas e descumprimento de uma ordem judicial restritiva imposta anteriormente. A defesa busca a absolvição das acusações mais graves da princesa, mas o Ministério Público solicitou sete anos e sete meses de prisão para Hoiby – evidenciando um desequilíbrio na aplicação da lei em casos envolvendo membros influentes da sociedade norueguesa.
O caso também gerou repercussão internacional devido à ligação do acusado com a Família Real Noruega, considerando que ele é filho da princesa herdeira Mette-Marit e cresceu na residência do futuro rei Haakon. Adicionalmente, o estado de saúde precário da princesa – diagnosticada com fibrose pulmonar e atualmente em lista para transplante – contribui para a complexidade narrativa envolvendo um caso grave como este.









