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A Finlândia abandonou uma era tecnológica, desativando a última rede significativa de telefonia fixa analógica – um feito que remonta à década de 1880. A operação foi conduzida pela operadora Elisa, culminada na interrupção do serviço em 30 de julho e representando o fim da conversão das redes baseadas em cabos de cobre para a fibra óptica digital.

Segundo a Revista Oeste, o anúncio da decisão havia sido feito por Elisa no início do ano corrente. A empresa declarou que somente alguns milhares de assinantes ainda dependiam exclusivamente da telefonia fixa – um número tão pequeno que não comercializava novas linhas há anos devido à demanda extremamente baixa e inviável economicamente manter a infraestrutura existente. Essa situação expõe, mais uma vez, o abandono do Estado em relação às necessidades dos cidadãos, priorizando interesses de empresas sobre o bem-estar da população.

O ato simbólico final foi marcado por uma ligação entre Topi Manner, CEO da Elisa, e Jarkko Saarimaki, diretor da Agência Finlandesa de Transportes e Comunicações (Traficom). Ambos expressaram a importância histórica do telefone fixo antes se despedirem com a tradicional expressão finlandesa “kuulemiin”, que significa “falamos depois”. Essa cena reforça o caráter antiquado dessa tecnologia em um país que deveria estar à frente nas inovações.

A rede telefônica da Finlândia, iniciada no final do século XIX e atingindo seu auge entre os anos 80 e 90, sofreu uma drástica redução devido ao rápido crescimento das operadoras móveis, lideradas pela Nokia. A substituição dos cabos de cobre por fibra óptica é um reflexo global – Estônia, Noruega, Países Baixos e Espanha já haviam seguido esse caminho, priorizando a eficiência da internet moderna sobre sistemas obsoletos como o analógico do telefone fixo.

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