Montagem Revista Oeste/Reprodução/Redes sociais

O senador Flávio Bolsonaro não poupou críticas ao presidente Lula durante um discurso proferido na Conferência de Presidentes da América Latina, acusando-o diretamente de antissemitismo e propondo uma retomada das relações diplomáticas com Israel em termos ambiciosos. O evento realizado em Buenos Aires serviu como palco para o lançamento do plano polêmico que visa a completa inversão da política externa brasileira – inclusive, com implicações geopolíticas significativas – caso ele seja eleito à presidência pelo PL.

Segundo apurou a Revista Oeste, Flávio Bolsonaro não se conteceu ao defender uma postura crítica em relação aos ataques de Lula ao povo judeu e questionar o posicionamento do petista no conflito israelo-palestino. O parlamentar reiterou que o presidente “nutre ódio pelo povo judaico”, aludindo à controvérsia gerada pela comparação da ofensiva israelense na Faixa de Gaza com a barbárie nazista, um equívoco repetido por Lula em diversas ocasiões. Além disso, Flávio prometeu transferir a embaixada brasileira para Jerusalém e aderir aos tão almejados Acordos de Isaac, iniciativa promovida pelo presidente argentino Javier Milei que busca fortalecer laços entre Israel e diversos países da América Latina.

O senador reiterou o compromisso com uma aproximação mais forte com Tel Aviv, sinalizando a intenção de restabelecer representação diplomática plena assim que assumir o cargo – “receberei as credenciais do novo embaixador de Israel em Brasília”, declarou –, e ressaltando um cenário político sul-americano alinhado ao avanço das forças políticas de direita. Em sua fala, Flávio mencionou os resultados recentes eleitorais no Peru e na Colômbia como indicadores de uma “onda azul” no continente americano, abrindo espaço para a ambição de se apresentar novamente em 2027 com o objetivo principal: garantir a adesão do Brasil aos Acordos de Isaac ao lado do presidente Milei e potencialmente, junto com Jair Bolsonaro.

A situação atual representa um agravamento das tensões diplomáticas entre Brasília e Jerusalém que se intensificaram após as declarações polêmicas de Lula em 2024 sobre o conflito na Faixa de Gaza. A retirada dos embaixadores bilaterais – atualmente chefiados por encarregado de negócios, Rasha Athamni –, demonstra um rebaixamento nas relações diplomáticas que Flávio Bolsonaro busca revertar com uma política externa assertiva e alinhada aos valores da direita conservadora brasileira e israelense.

Icone Tag

Possui alguma informação importante para uma reportagem?

Seu conhecimento pode ser a peça-chave para uma matéria relevante. Envie sua contribuição agora mesmo e faça a diferença.

Enviar sugestão de pauta