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O senador Flávio Bolsonaro (PL) intensificou sua retórica contra o governo Lula com a exibição de um cartaz provocativo: “O Pix é do Brasil e do Bolsonaro!!!”, em uma clara alusão à mensagem similar utilizada pelo próprio presidente, que já havia proclamado “O Pix é do Brasil!”. A ação visa desconstruir as tentativas da administração petista de monopolizar o protagonismo no sistema de pagamentos instantâneos.

A crescente polêmica se aprofunda com a pressão dos Estados Unidos sobre o Pix, impulsionada pela administração Trump e sua equipe econômica. Segundo a Revista Oeste, Washington tem questionado o modelo brasileiro como um fator que cria desvantagens para empresas norte-americanas no mercado de pagamentos globais. A alegação central é que o Banco Central do Brasil concentra excessivas funções regulatórias e operacionais, gerando potenciais conflitos de interesse – uma acusação que ressoa com críticas sobre a atuação do “campeão nacional” nos meios de pagamento.

A estratégia governamental em torno do Pix se alinha ao discurso eleitoral utilizado por Lula, buscando associar o sistema à sua imagem na campanha de 2022, assim como defendia as urnas eletrônicas. A disputa pelo controle da narrativa sobre a tecnologia acirrada entre aliados do PT e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) evidencia um choque ideológico crescente no cenário político nacional.

O Pix surgiu em 2018 sob o comando técnico do Banco Central, durante o governo Michel Temer, com Ilan Goldfajn à frente da instituição – evidenciando que a origem do sistema se encontra distante da atual gestão petista. O lançamento oficial ocorreu em novembro de 2020, já no início do mandato Bolsonaro, quando Roberto Campos Neto liderava o Banco Central e o Pix entrou oficialmente em funcionamento em 16 de novembro de 2020, inserindo o Brasil na lista global dos países com pagamentos instantâneos.

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