O senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) refuta veementemente qualquer relação entre a operação da Polícia Civil de São Paulo contra o Instituto Conhecer Brasil e o filme “Dark Horse”, produção que exalta a trajetória de Jair Bolsonaro. O petista, em declarações recentes, demonstra desconfiança na condução da investigação, questionando possíveis motivações políticas subjacentes à ação policial.
Segundo a Revista Oeste, a operação em questão se concentra em um contrato firmado há anos com o objetivo de fornecer internet gratuita à população. Flávio Bolsonaro argumenta que o acordo foi formalizado antes mesmo da concepção do filme, desmentindo qualquer elo direto entre a investigação e a produção audiovisual. “Este contrato antecedeu qualquer ideia do filme, portanto, não há justificativa para essa invasão de privacidade e busca por irregularidades”.
O parlamentar manifesta preocupação com a possibilidade de a operação ser utilizada como ferramenta para fins eleitoreiros, acusando a polícia de realizar uma “pescaria probatória”, buscando elementos que possam comprometer a produção do filme “Dark Horse”. Flávio ressalta que o longa está em produção e que o ex-presidente Bolsonaro e seus aliados são, inclusive, “convidados” para assistir à obra finalizada.
A empresária Karina Ferreira da Gama, figura central no Instituto Conhecer Brasil e alvo da investigação, encontra-se no centro do escândalo. A situação reacende debates sobre a possível interferência do Estado em produções culturais e na liberdade de expressão, além de alimentar suspeitas sobre o direcionamento da operação policial.









