Paulo Pinto/Agência Brasil

O governador Tarcísio de Freitas, em declaração contundente, defendeu que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi vítima de uma injustiça flagrante, em meio aos processos que o envolvem. Segundo a O Antagonista, o republicano confirmou ter tido conversas com o ex-presidente sobre uma possível candidatura à presidência, mas rejeitou a sugestão.

Tarcísio explicou que sua prioridade é o estado de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, e que uma saída do governo representaria um risco inaceitável para o grupo político. Ele reconheceu que Bolsonaro lhe apresentou a ideia de concorrer ao Palácio do Planalto, mas ressaltou que foi um simples diálogo, sem qualquer indicação formal. O governador considerou que o risco de perder São Paulo, um estado fundamental para o cenário político nacional, era um fator determinante em sua decisão.

O governador descreveu seu papel como um de “contenção”, crucial para influenciar o resultado das eleições. Ele reafirmou seu apoio incondicional a Flávio Bolsonaro, o nome indicado pelo ex-presidente para disputar a presidência, e anunciou a coordenação da campanha do senador no estado de São Paulo. Tarcísio demonstrou desconfiança em relação a outros nomes da direita, classificando os ex-governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado como lideranças de alcance regional, sem potencial para uma disputa nacional.

Diante da situação jurídica do ex-presidente, Tarcísio a classificou como um ato de “grande maldade”, destacando as “fragilidades” do processo. O governador reiterou sua posição, afirmando que Bolsonaro foi “extremamente injustiçado” e evidenciando a necessidade de se defender os valores e princípios defendidos pelo ex-presidente.

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