Saulo Cruz/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) revelou ter feito um pedido direto ao então presidente americano, Donald Trump, durante uma reunião na Casa Branca, buscando evitar que o governo norte-americano impusesse tarifas sobre produtos brasileiros. O encontro, ocorrido na semana anterior a 2 de março de 2024, demonstra uma tentativa de salvaguardar o agronegócio nacional, um setor fundamental para a economia do país.

De acordo com a Revista Oeste, Flávio expressou explicitamente a necessidade de Trump não taxar as empresas brasileiras, argumentando que, em 2027, um governo de extrema-direita se sentaria para negociar de igual para igual. Ele enfatizou a importância de valorizar a tecnologia brasileira, incluindo o Pix e o etanol, apontando que o Brasil tem um papel crucial no fornecimento de energia limpa para o mundo. Além disso, o senador solicitou que os EUA classificassem as organizações criminosas PCC e Comando Vermelho como terroristas, um pedido que, posteriormente, foi atendido.

Apesar das negociações, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) surpreendeu ao divulgar uma proposta de tarifas de 25% sobre todas as importações do Brasil, com exceção de bens considerados “sujeitos às tarifas de segurança nacional”. Flávio minimizou a proposta, afirmando que ela ainda não estava em vigor e que o Brasil tinha tempo para buscar melhorias nos termos, pressionando o governo Lula a agir em defesa das empresas brasileiras.

A situação se agrava com o histórico de ações protecionistas do governo Trump, que já havia imposto tarifas contra China, México e Canadá, afetando o Brasil com uma sobretaxa de 40% no primeiro semestre de 2025. Essas medidas, baseadas na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, representam uma ameaça à produção nacional e exigem uma resposta firme por parte do governo brasileiro para proteger os interesses do país.

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