O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, intensificou sua crítica ao Supremo Tribunal Federal com o lançamento do sétimo episódio da série animada “Os Intocáveis”. O vídeo, que ironicamente se chama “Os Intocáveis”, satiriza a postura dos ministros do STF, e nesta ocasião, foca no Fórum de Lisboa, conhecido como “Gilmarpalooza”.
De acordo com a O Antagonista, o curta animado apresenta uma conversa fictícia entre Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, onde os dois ministros se retratam como meros detentores de conhecimento jurídico, envoltos em atividades questionáveis como sessões em sauna e dança. A animação sugere, de forma velada, que o evento conta com o apoio de patrocinadores sob investigação pelo próprio STF.
O boneco representando Gilmar Mendes, com uma camisa ostentando o nome de Zema, um sinal de proibido e referências a práticas como a “agenda paralela” (com 8,3 milhões de reais em 2024) e o racionamento de lagostas (cinco por pessoa), evidencia a percepção do ex-governador sobre o comportamento dos ministros do STF. A animação também alude a uma “lacuna grave no ordenamento festivo”, gerando ainda mais questionamentos sobre as prioridades do tribunal.
A situação se agrava com o prazo de 15 dias imposto por Salomão e Gonet para que Zema apresente sua resposta à denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), acatada por Gilmar Mendes. A PGR considera o episódio da animação como um possível crime contra a honra, levantando sérias preocupações sobre a liberdade de expressão e a possível utilização do judiciário para fins políticos. A inclusão de Zema no inquérito das fake news, originalmente aberto pelo STF em 2019, demonstra a escalada das ações do tribunal contra a oposição.









