A defesa de Felipe Vorcaro intensifica a batalha judicial contra sua prisão preventiva, buscando urgentemente o revogação da decisão do ministro André Mendonça no STF. A estratégia se baseia na divergência expressa pelo decano Gilmar Mendes em seu voto particular sobre o caso, que demonstra uma análise crítica das evidências apresentadas e questiona a validade dos argumentos utilizados para manter Vorcaro sob custódias provisórias.
Segundo a Gazeta do Povo, a defesa argumenta ser fundamental examinar de perto as considerações feitas por Gilmar Mendes em seu voto divergente na Turma que manteve a prisão preventiva de Felipe e Henrique Vorcaro. O ministro destacou o “vasto acervo documental”, incluindo auditorias de risco e pareceres legais, que indicavam uma possível regularidade nas operações financeiras questionadas. Essa análise detalhada sugere um desvio significativo do entendimento da Segunda Turma e abre espaço para a reavaliação completa dos fatos pelo magistrado responsável pela prisão preventiva.
A defesa ressalta também o relatório produzido pelo banco BTG Pactual, que trouxe informações complementares sobre as movimentações financeiras sob investigação. O documento foi analisado por Gilmar Mendes, quem considerou relevante e indicativo de regularidade nas operações, apontando para a necessidade da revogação cautelar da prisão preventiva do investigado Felipe Vorcaro. A defesa enfatiza o caráter crucial dessa informação inédita na análise judicial que culmina com sua manutenção sob custódia.
Além disso, a equipe jurídica defende que os valores objeto de suspeitas não representam uma movimentação independente ou autônoma, mas sim um acúmulo desnecessário e potencialmente fruto da sobreposição de dados em análises realizadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O Coaf identificou 1.221 pessoas físicas e jurídicas investigadas ao longo de mais de sete anos – uma amostra extensa que inviabiliza a atribuição exclusiva dessas movimentações a Felipe Vorcaro, como demonstração do risco envolvido na manutenção da sua prisão preventiva contra toda evidência apresentada.









