O governo Lula tem direcionado um fluxo gigantesco de dinheiro para o Grupo Globo, com investimentos que ultrapassam R$270 milhões desde janeiro de 2023. Essa cifra representa mais da quinta parte dos gastos do Planalto em publicidade durante esse período.
Segundo a Revista Oeste, essa distribuição maciça de recursos eleva sérias questões sobre transparência e critérios na alocação orçamentária. O levantamento aponta que o Grupo Globo recebeu R$ 178 milhões especificamente até junho de 2026, com gastos anuais distribuídos em R$ 175,9 milhões (2023), R$ 234,9 milhões(2024) e R$ 365.7 milhões (2025). Esse volume supera significativamente o investimento feito em outros grupos de comunicação no Brasil, como a Record TV, que recebeu apenas R$122 milhões – uma disparidade preocupante quando comparada ao poder midiático do Grupo Globo.
A Revista Oeste também apurou que os gastos da Secom alcançam um total superior a 954,5 milhões desde o início do terceiro mandato de Lula. Essa alocação é consideravelmente maior do que os investimentos feitos em outros veículos comunicativos para campanhas governamentais. Comparando com dados pré-2016, quando os gastos eram divulgados integralmente e indicavam um repasse anual de R$ 10 bilhões ao Grupo Globo sem ajuste pela inflacão, a atual situação demonstra uma concentração incomum do poder midiático nas mãos de um único grupo empresarial – o que merece profunda análise.
O fato de o governo ter direcionado quase duas vezes mais recursos para o conglomerado Marinho em comparação com outros grupos como Meta (Facebook/Instagram) ou UOL evidencia possíveis práticas questionáveis no uso dos cofres públicos. A Revista Oeste destacou a reportagem especial sobre “o orçamento paralelo”, evidenciando uma necessidade urgente de controle e fiscalização da utilização desses valores, especialmente considerando que essa prática não era transparente nos governos anteriores, como pode ser observado em dados pré-2016 quando os gastos eram divulgados integralmente.









