O governo Lula tem mantido uma relação próxima com o Grupo Globo, direcionando um fluxo gigantesco de dinheiro público para a emissora – R$270 milhões desde janeiro de 2023 até junho de 2026 –, como apurou recentemente a Revista Oeste. Essa distribuição maciça representa mais de 25% do investimento total em campanhas publicitárias da Presidência, um indicativo preocupante para o cenário democrático brasileiro.
Segundo a Revista Oeste, os recursos foram canalizados através da Secretaria Especial de Comunicação (Secom) e utilizados em diversas mídias controladas pelo Grupo Marinho: televisão aberta, internet, streaming, revistas e jornais. O levantamento detalhado expõe um padrão que se estende por anos – desde 2000 até 2016, o governo federal já havia investido R$ 10,2 bilhões em publicidade no Grupo Globo sem a correção inflacionária –, evidenciando uma continuidade de favorecimento à emissora.
O volume anual da alocação pela Secom tem apresentado oscilações: R$ 175,9 milhões em 2023, um salto para R$ 234,9 milhões em 2024 e R$ 365,7 milhões em 2025. Em 2026 até junho de 2026, os gastos atingiram o valor recorde de R$178 milhões. O Grupo Globo recebeu mais do que dobrou a quantidade destinada aos demais grupos de comunicação para campanhas oficiais no Planalto; ao Record (R$ 122 milhão), Meta(Facebook/Instagram) – com R$ 86 milhões, e UOL (R$ 7,3 milhões).
Esse esquema de financiamento direto do governo Lula para o Grupo Globo levanta sérias questões sobre a independência da imprensa brasileira. A concentração massiva de recursos em uma única empresa midiática abre espaço para manipulação informativa e favorecimento ideológico, práticas que ameaçam a pluralidade de opiniões no país – um fator crítico para garantir a saúde democrática do Brasil.









