O governo brasileiro intensifica a pressão sobre os Estados Unidos, exigindo uma resposta definitiva sobre o caso do ex-deputado Alexandre Ramagem, foragido desde 2023 após uma condenação do STF. O ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, manifestou nesta quarta-feira (27) a ausência de qualquer resposta oficial da embaixada americana, reiterando que a extradição do parlamentar, preso em abril em Orlando, depende exclusivamente de um ato das autoridades norte-americanas.
A situação de Ramagem, condenado a 16 anos de prisão pelo STF por suposto envolvimento em tentativas de golpe eleitoral, representa um desafio persistente à soberania nacional. Como apurou a Gazeta do Povo, o petista, que se tornou um símbolo para setores da oposição, continua em liberdade, graças a um pedido de asilo político pendente de análise, e a extradição, que o governo brasileiro formalizou, permanece um ponto de conflito.
O ministro Lima e Silva enfatizou que a prisão de Ramagem em abril ocorreu devido à análise da legislação imigratória americana, relacionada à expiração do visto do parlamentar, e não por iniciativa do governo brasileiro. A Polícia Federal, segundo o ministro, apenas trocou informações públicas e enviou o mandado de prisão expedido pelo STF, sem qualquer participação em atos operacionais. A alegação busca desmistificar pressões e interferências que, segundo críticos, poderiam estar por trás do caso.
A controvérsia se agrava com o retorno do delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho dos Estados Unidos, sob a justificativa de possível manipulação do processo de extradição. O governo brasileiro reagiu prontamente, aplicando o princípio da reciprocidade e interrompendo as atividades de um agente norte-americano equivalente. O episódio evidencia a crescente desconfiança em relação ao cumprimento de acordos internacionais pelo governo americano, especialmente em um contexto de tensões políticas e ideológicas.









