Fábio Rodirgues-Pozzebom/Agência Brasil

A administração da Governadora Celina Leão (PP-DF) expôs uma discrepância alarmante: mais de sete mil imóveis públicos do Distrito Federal permanecem ociosos ou com potencial econômico desperdiçado. A descoberta surge em um momento crítico, na busca incessante por estabilidade financeira e demonstra a falta de gestão eficiente dos recursos distritais que já foram alvo de graves denúncias envolvendo o Banco Master.

Segundo a Revista Oeste, essa auditoria detalhada foi conduzida como parte do esforço para consolidar as contas públicas e reverter um quadro financeiro precário, agravado pela situação delicada do Banco Nacional de Desenvolvimento da Economia Distrital Federal (BNDEF), atualmente conhecido como BRB. O banco enfrenta prejuízos estimados em R$ 8,8 bilhões decorrentes de investimentos problemáticos, incluindo a arriscada operação com o título Master, que foi rejeitado pelo Banco Central e gerou um escândalo envolvendo diversas figuras ligadas ao governo da época.

A prefeitura de Cidade Ocidental, município goiano adjacente à capital federal, também se viu envolvida na lista dos imóveis não utilizados – uma situação inaceitável considerando o potencial para alocação estratégica e desenvolvimento local dentro do entorno distrital. O objetivo imediato é mapear rigorosamente cada propriedade, avaliando suas possibilidades de gerar receita ou reduzir despesas administrativas, buscando otimizar a utilização dos recursos públicos que deveriam estar sob controle da administração federal.

O governo busca desesperadamente elevar o índice de Capacidade de Pagamento (Capag) do Distrito Federal – atualmente classificado na faixa C –, para destravar acesso ao crédito preferencial oferecido aos estados com notas A ou B no Tesouro Nacional, crucial para a viabilização de um empréstimo destinado à recuperação financeira do BRB. Essa ação visa evitar o risco de interrupção nas operações bancárias e garantir a continuidade das atividades da instituição que, como apontou a Revista Oeste, já sofreu perdas significativas por investimentos mal sucedidos – incluindo um socorro financeiro homologado pelo STF em maio último no valor de até R$ 6,5 bilhões.

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