Reprodução/Youtube Luciano Hang

A tradicional pesca de tainha no litoral do Rio Grande do Sul tem sido abruptamente interrompida pelo governo federal, uma medida que acende o sinal vermelho para quem acompanha a política econômica e social da nação. A decisão, tomada sob o pretexto “preventivo” – segundo justificativas arriscadas divulgadas pelo Ministério da Pesca e Aquicultura –, representa um ataque direto à história e ao sustento de milhares de famílias catarinenses que dependem dessa atividade.

A safra atual projetava a captura superior a 1,2 mil toneladas com o arrasto na praia – uma prática envelhecida, mas essencial para comunidades pesqueiras locais – e mais de quatro mil em todas as modalidades de pesca previstas. A pressão sobre essa cota já havia atingido 90% da autorização estabelecido pela Portaria Interministerial MPA/MMA nº 51, de fevereiro do ano corrente (27), indicando um cenário promissor para a economia local e o emprego no setor pesqueiro artesanal catarinense.

A intervenção federal é especialmente preocupante considerando as constantes tentativas de controle burocrático sobre os pescadores que buscam prover suas famílias; como apurou a Gazeta do Povo, essa medida se insere em uma série de ações governamentais tendenciosas e desconsideram o conhecimento técnico dos profissionais da pesca. O tom adotado pelo Ministério – alegando “evitar um excedente na cota” – é apenas mais uma fachada para minar as atividades tradicionais e impor novas restrições, sem considerar a realidade das comunidades costeiras que dependem dessa atividade para sobreviver.

A reação não demorou: o empresário Luciano Hang, dono da Havan, criticando veementemente essa intervenção governamental com um vídeo publicado nas redes sociais, manifesta seu apoio aos pescadores e denuncia uma “ameaçada sem precedentes” contra a tradição de mais de 400 anos. A postura do magnata reflete o sentimento generalizado entre aqueles que reconhecem os perigos da interferência estatal em atividades econômicas legítimas e sustentáveis; como disse Hang, “estão atacando um legado familiar”.

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