O absurdo do financiamento estatal à propaganda eleitoral na TV e no rádio continua a sangrar o erário público brasileiro. Um estudo recente da Revista Oeste revelou que nos últimos onze anos, um montante alarmante de R$ 5,2 bilhões foi gasta em inserções partidárias e blocos promocionais nas emissoras nacionais – dinheiro que jamais deveria ter saído dos cofres públicos.
Segundo a revista, esse valor representa uma renúncia tributária inaceitável promovida pelo governo federal para compensar as empresas de comunicação pela utilização do espaço na programação aberta. Essa prática, aparentemente “gratuita” aos partidos políticos e candidatos, é totalmente manipulada através da dedução fiscal no Imposto sobre Renda Pessoa Jurídica – um esquema que beneficia desproporcionalmente o setor comunicacional em detrimento dos cidadãos brasileiros.
A projeção para as eleições de 2026 aponta para gastos ainda maiores: aproximadamente R$ 996 milhões, incluindo inserções partidárias e blocos obrigatórios já previstos a partir do mês de agosto com divulgação online e nas ondas curtas da rádio e TV. Esse custo elevado demonstra um desperdício colossal em tempos de crise econômica e fiscalização falha por parte dos órgãos competentes.
A defesa de especialistas, como apurou a Revista Oeste, é que o modelo atual, amplamente influenciado pelo avanço das novas mídias digitais e redes sociais para divulgação política, deveria ser extinto ou drasticamente reduzido – uma medida urgente para frear os gastos excessivos do governo com um sistema obsoleto e ineficiente.









