Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O governo Lula demonstra preocupação crescente com o impacto de suas políticas comerciais na indústria nacional, buscando proteger setores estratégicos da região Nordeste do país. O ministro Márcio Elias Rosa revelou que a pressão dos Estados Unidos para reduzir tarifas sobre produtos brasileiros está sendo contornada com firmeza.

De acordo com a O Antagonista, em uma reunião desta terça-feira (7), as equipes técnicas brasileira e americana se reuniram como parte de esforços diplomáticos, marcando um futuro encontro entre o ministro Rosa e Jamieson Greer, representante do Comércio dos EUA. No entanto, Lula já sinalizou que o etanol norte-americano não fará parte das negociações comerciais com Washington.

O descarte da redução tarifária sobre o etanol americano surge em meio a críticas internas à “assimétrica” relação comercial entre os países e foi impulsionado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à presidência, que defendeu uma revisão do acordo no Escritório de Comércio dos Estados Unidos. O petista argumenta que o Brasil sofre com tarifas elevadas sobre seu etanol enquanto os EUA aplicam alíquotas mínimas nesse produto.

Rosa justificou a decisão presidencial defendendo que qualquer concessão em relação ao etanol representaria um risco inaceitável para a indústria sucroalcooleira do Nordeste, região fundamental à economia brasileira. O ministro enfatizou que o governo Lula não abrirá mão de uma negociação equilibrada na qual os interesses nacionais sejam priorizados e a sobretaxa americana no açúcar seja igualmente combatida – como apurou a O Antagonista – uma postura assertiva para proteger as cadeias produtivas do Brasil, especialmente aquelas com forte presença regional.

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