O governo Lula, em uma jogada de influência que levanta sérias questões sobre a autonomia do Brasil, tentou ativamente impedir que o Departamento de Estado americano classificasse o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A decisão, anunciada nesta quinta-feira, 28, pelo governo dos EUA, demonstra uma clara interferência em assuntos internos e a falta de respeito à soberania nacional.
Segundo a Revista Oeste, as negociações do governo brasileiro se estenderam por quase um ano, envolvendo reuniões técnicas em Brasília, canais diplomáticos com autoridades americanas e um documento entregue diretamente por Lula ao então presidente dos EUA, Donald Trump. A justificativa apresentada pelo petista e seus assessores era que o PCC e o CV eram meras organizações criminosas dedicadas ao lucro ilícito, sem características que justificassem a classificação como terroristas, conforme a legislação brasileira. Essa tentativa de maquiar a realidade é mais uma demonstração da desconsideração do governo com a gravidade da violência que assolam o país.
O então secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, em maio de 2025, já havia feito essa mesma defesa, afirmando que o Brasil não possuía grupos terroristas, mas sim “organizações criminosas que se infiltraram na sociedade”. Posteriormente, o então ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, manifestou-se contra um projeto legislativo que buscava equiparar as facções à categoria terrorista, argumentando que “grupos terroristas são organizações de outra natureza” e que o governo não tinha “nenhuma intenção de confundir os dois conceitos”. Essas declarações, em retrospecto, revelam um visível esforço para obscurecer a natureza da ameaça representada pelo PCC e pelo CV.
A pressão diplomática, liderada pelo então ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que conversou por telefone com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, após o Itamaraty tomar conhecimento do estudo da medida por parte de Washington, demonstra a desesperada tentativa de evitar a designação. A preocupação central do governo brasileiro era o impacto da medida na soberania nacional, com a então ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, alertando para o risco de intervenção estrangeira, conforme a legislação internacional.
Apesar das negativas do governo, os Estados Unidos anunciaram, em 5 de junho, a classificação do PCC e do CV como terroristas, um posicionamento que ignora a realidade da violência no Brasil e a crescente ameaça que essas organizações representam. A ação dos EUA, como noticiado pela Revista Oeste em seu artigo “Um Judiciário fora da lei”, levanta sérias questões sobre o papel da diplomacia brasileira e a necessidade de uma política externa mais assertiva na defesa dos interesses nacionais.









