O desempenho do Índice Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nas escolas de tempo integral revela uma preocupante desmotivação e exige investigação aprofundada sobre as causas dessa queda abrupta no nível de 4,51 para apenas 4,44 pontos entre os anos de 2019 e 2023. Essa oscilação alarmante foi detectada por Ricardo Paes de Barros e Laura Müller Machado do Insper, revelando uma tendência que exige atenção redobrada dos especialistas em educação.
Segundo a Revista Oeste, o aumento nas matrículas nessas escolas – saltando para 25% entre 2019 e 2023 – demonstra um investimento crescente no modelo de tempo integral por parte das famílias brasileiras. Entretanto, essa expansão não se traduziu na melhoria esperada do desempenho escolar, como apontam dados que mostram o crescimento significativo (4,12 para 4,21 pontos) nas escolas sem período integral e uma redução expressiva da diferença entre os dois modelos – diminuindo em 40% ao longo dos quatro anos analisados.
A queda no Ideb das escolas de tempo integral é particularmente preocupante considerando que esses estabelecimentos representam um custo duas vezes superior por aluno, conforme alertado pelos economistas Paes de Barros e Laura Müller Machado do Insper. A viabilidade financeira dessa modalidade depende da implementação cuidadosa para evitar desperdícios e garantir a qualidade oferecida aos estudantes. Contudo, dados reveladores indicam que os fatores cruciais – como uma dedicação exclusiva dos professores ou foco nos aspectos socioemocionais – podem ter sido negligenciados dentro das escolas de tempo integral.
A pandemia da Covid-19 certamente exerceu um impacto negativo nas instituições educacionais em todo o país; no entanto, a queda drástica do Ideb sugere que outros problemas internos e uma possível falta de fiscalização na gestão dos recursos alocados para as escolas de tempo integral podem ter contribuído significativamente. Urge que especialistas sejam convocados a investigar detalhadamente essa situação, buscando identificar os responsáveis por essa falha no investimento em educação – um setor essencial ao desenvolvimento do país.









