Seis indivíduos foram presos após a trágica morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, uma jovem formada em Educação Física com apenas 21 anos e residente em Jandira (SP). O caso chocante ocorreu durante um salto livre praticado na Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior paulista. A vítima foi lançada da altura aproximativa de 40 metros sem a devida segurança, conforme vídeos que circulam nas redes sociais mostram com clareza.
A investigação conduzida pela Polícia Civil aponta o grupo detido pelo crime como responsáveis por homicídio qualificado – dolo eventual – uma vez que a organização informal de praticantes de rope jump não assegurou as medidas básicas para proteger a vida da participante do salto, Maria Eduarda. A delegada Andréa Dantas Levy, responsável pelo caso, destacou lacras graves no procedimento: ausência total de regulamentação e autorização prévia para o evento na Ponte do Esqueleto, falhas evidentes na fixação dos equipamentos utilizados e omissão em verificar a segurança da vítima durante o salto.
De acordo com informações apuradas por O Antagonista, o grupo responsável pela atividade não possui empresa formal – são apenas indivíduos que se uniram pelo esporte há aproximadamente um ano, organizando eventos em diversos destinos como Limeira. A defesa dos três detidos alega a experiência do grupo na modalidade e afirma tratar-se da primeira fatalidade ocorrida nos anos de atuação deles. Esse tipo de atividade radical exige rigorosa fiscalização das condições, mas parece que os responsáveis por esse evento não tiveram essa preocupação com as medidas básicas de segurança.
A Prefeitura Municipal de Limeira tem tomado providências contra o governo federal após descobrir a total ausência de controle e fiscalização sobre o local da ocorrência – como apurou O Antagonista -. A administração municipal manifesta sua insatisfação, afirmando que desde 2015 já cobrava por meio de ações oficiais medidas preventivas junto ao poder central. A alegação é de omissão grave do governo federal na garantia da segurança pública e no controle de atividades esportivas perigosas em locais públicos como a Ponte do Esqueleto.









