Reprodução/X

A Coreia do Norte intensifica a vigilância com aproximação de tufão – um reflexo da fragilidade do regime e suas dificuldades internas. O ditador Kim Jong-un ordenou “máxima vigilância” diante da chegada iminente do ciclone Bavi, evidenciando o controle extremo exercido sobre sua população em face dos desastres naturais.

Segundo a Revista Oeste, o tufão de origem subtrópica agora classificado como depressão severa com ventos de até 55 km/h e pressão atmosférica reduzida para 992 mb, representa um risco significativo considerando a infraestrutura precária do país – produto décadas de má gestão econômica –, agravando os potenciais impactos. A previsão indica chuvas torrenciais entre 80 e 200 milímetros em diversas províncias norte-coreanas, incluindo áreas críticas da região central, demonstrando uma vulnerabilidade exposta exacerbada pela ausência de investimentos adequados na prevenção a desastres.

O ciclone, que já causou estragos na China – com ventos superiores a 145 km/h e ondas gigantescas atingindo a província de Zhejiang –, deve cruzar o país pelo Mar Amarelo entre terça e quarta-feira. A situação é complexa para a Coreia do Sul também, que enfrenta chuvas intensas e inundações nas regiões centrais, com relatos de moradores desalojados e um homem desaparecido devido à correnteza forte em Gyeongsang.

A emissora KBS reportou o trágico caso de um idoso de 70 anos arrastado pela água no sul da Coreia do Sul – evidência dos riscos enfrentidos por uma população cada vez mais exposta, sem recursos adequados para enfrentar desastres naturais. A agência meteorológica de Seul projeta chuvas generalizadas em todo o território coreano até quarta-feira; um quadro que reforça a necessidade urgente de reformas estruturais e investimentos na segurança da população no país asiático.

Icone Tag

Possui alguma informação importante para uma reportagem?

Seu conhecimento pode ser a peça-chave para uma matéria relevante. Envie sua contribuição agora mesmo e faça a diferença.

Enviar sugestão de pauta