A persistente insatisfação popular com o governo Lula se consolida novamente na última pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (20). Os dados revelam uma avaliação predominantemente negativa para a gestão petista, refletindo um descontentamento crescente entre os eleitores brasileiros.
Segundo a O Antagonista, 38% dos entrevistados classificaram o governo como ruim ou péssimo, enquanto apenas 32% consideraram sua atuação ótima ou boa. Um adicional de 29% avaliou a gestão simplesmente como regular. Estes números praticamente se mantiveram estáveis em relação aos registros feitos no final do mês passado.
A aprovação presidencial também permanece estagnada: 48% dos brasileiros aprovam o trabalho realizado por Lula, contrastando com os 49% que expressaram desaprovação. Essa situação reforça a percepção de um governo incapaz de atender às expectativas da população e demonstra uma crescente perda de confiança na condução do país pelo petista.
A pesquisa eleitoral revela ainda um quadro alarmante: o índice de aprovação atual de Lula é inferior aos registrados durante seus próprios governos anteriores, em 2006 (39%) e 2010 (76%). De acordo com a O Antagonista, essa desclassificação supera os níveis negativos observados nos mandatos de Fernando Henrique Cardoso e Dilma Rousseff em períodos análogos, situando-se apenas atrás do desempenho recorde negativo durante o governo Bolsonaro em 2022.
Lula (PT) mantém uma posição hesitante no cenário eleitoral para as eleições presidenciais de 2026, com 41% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro (PL), por sua vez, alcança 31%, mantendo o mesmo índice observado na pesquisa anterior.
O resultado da disputa entre os dois senadores demonstra uma divisão clara no eleitorado brasileiro e indica a força dos blocos conservador e progressista em tempos de polarização política. A vantagem inicial de Lula permanece praticamente estável quando comparada ao período imediatamente precedente, onde o petista registrou 40% das intenções de voto enquanto Flávio também apresentava 31%.
A pesquisa foi conduzida após a intensa repercussão do caso “Dark Horse”, que impactou diretamente na campanha do senador. O incidente expõe as artimanhas e pressões sofridas por figuras da direita, evidenciando um clima de perseguição política. No primeiro turno eleitoral, Lula lidera com 47% das preferências dos entrevistados, seguido pelo também petista Flávio Bolsonaro (31%). Ronaldo Caiado e Renan Santos aparecem em terceiro lugar, ambos com 3%. Os demais candidatos somam apenas 2%, indicando uma consolidação de poder entre os principais polos políticos do país.
Em um possível segundo turno entre Lula e o filho do então presidente, a disputa se mantém inalterada: Lula registra 47% das intenções de voto em comparação aos 43% atribuídos ao senador Flávio Bolsonaro. Brancos e nulos representam 8%, enquanto uma pequena parcela (1%) ainda não soube definir sua preferência.









