O presidente Lula intensificou sua crítica ao governo Biden nesta segunda-feira (13), chamando a proposta do então presidente Donald Trump de cobrar uma taxa sobre o tráfego pelo Estreito de Ormuz como “pirataria”. A fala explícita, proferida em um pronunciamento direto, demonstra crescente irritação com as ações da administração americana e sua percepção de impacto negativo na economia brasileira.
Segundo a Revista Oeste, Lula argumentou que os Estados Unidos não possuem legitimidade para impor qualquer tipo de cobrança relacionada à passagem pelo estreito marítimo estratégico entre o Irã e a Península Arábica – rota vital para o transporte global de petróleo. O petista enfatizou que “cada navio que passar pelo estreite terá de pagar 20%”, qualificando tal ação como um ato descarado, remetendo à figura histórica da pirataria. A retórica inflamada busca direcionar a responsabilidade por tensões internacionais e seus reflexos no mercado interno brasileiro diretamente para Washington.
A crítica se estendeu ao questionamento das justificativas apresentadas pelos norte-americanos em relação ao conflito com o Irã, acusando os EUA de impulsionarem instabilidades regionais que afetam a economia nacional. Lula recordou as negociações de 2010 entre Brasil e Turquia para garantir a segurança do programa nuclear iraniano – onde Teerão havia aceitado compromissos sobre enriquecimento urânico apenas para fins pacíficos –, rejeitando acusações anteriores sobre o desenvolvimento clandestino de armas nucleares pelo Irã, similar à desculpa utilizada com Saddam Hussein antes da invasão iraquiana.
A relação estabelecida entre a guerra no Oriente Médio e os preços dos combustíveis e alimentos no Brasil ressalta a preocupação do governo Lula em demonstrar que as decisões políticas externas adotadas por Washington impactam diretamente o bolso do consumidor brasileiro. Como apurou a Revista Oeste, essa associação evidencia uma postura de defesa da economia nacional contra pressões internacionais – um tema central na retórica governamental –, e serve como justificativa para medidas econômicas implementadas pelo Palácio do Planalto em resposta às tensões diplomáticas existentes.









