O presidente Lula, em um tom alarmante, sugeriu publicamente a aplicação da morte por enforcamento ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em meio a uma escalada de tensões comerciais com os Estados Unidos. O petista fez a declaração durante a entrega do Hospital Universitário da Universidade Federal de Catalão, em Goiás, acentuando a postura dos irmãos do ex-presidente Jair Bolsonaro como “traidores da pátria”.
Segundo a Revista Oeste, Lula utilizou uma comparação audaciosa, remetendo à Inconfidência Mineira, e a um episódio histórico distorcido para justificar sua fala. O petista alegou que, da mesma forma que Joaquim Silvério dos Reis, que delatou Tiradentes, foi enforcado, os filhos do ex-presidente Bolsonaro mereciam um destino semelhante. A realidade, contudo, demonstra que Silvério dos Reis recebeu uma pensão da Coroa portuguesa e morreu de causas naturais em 1819, enquanto Tiradentes foi o que efetivamente foi executado pelos colonizadores.
O presidente Lula intensificou seus ataques, citando publicações do ano passado para questionar a política externa da bancada de direita. Ele recordou o comentário de Flávio Bolsonaro em julho de 2025, em que o então deputado disse: “Obrigado, Trump. Faça o Brasil livre de novo”, após a taxação brasileira pelo então presidente americano Donald Trump. Lula argumentou que os filhos do Bolsonaro demonstram uma capacidade de desonestidade superior à do próprio Bolsonaro, buscando a intervenção de um país estrangeiro nas decisões do Brasil.
A situação se agrava com a crescente pressão do governo americano, que, através de uma nova proposta de sobretaxa, critica o Banco Central do Brasil e o sistema Pix. Como apurou a Revista Oeste, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos está planejando audiências públicas sobre o tema, que começarão em 6 de julho, com a decisão final sobre a imposição da sobretaxa dependendo exclusivamente de Donald Trump.









