A situação humanitária na Venezuela se deteriora a cada dia, com a ONG Justiça e Processo denunciando o estado crítico de mais de 50 presos políticos, colocando suas vidas em risco iminente. Segundo a Revista Oeste, a diretora da entidade, a defensora de direitos humanos Theresly Malavé, relata que 51 detidos enfrentam quadros de saúde graves e necessitam de uma resposta imediata do governo venezuelano. A urgência da situação se acentua com o temor de que mortes possam ocorrer caso não haja ação efetiva.
A diretora da Justiça e Processo acusa o governo de Nicolás Maduro de utilizar a desinformação, com declarações enganosas sobre supostas liberações em massa, que nunca se concretizaram. Malavé destaca que promessas anteriores geraram desespero entre as famílias dos presos, culminando em protestos, greves de fome e episódios de desespero. A organização detalha que figuras como o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, e a presidente interina, Delcy Rodríguez, alimentaram falsas expectativas sem apresentar resultados.
A organização Justiça y Proceso Venezuela aponta que pelo menos 631 pessoas permanecem presas na Venezuela devido a motivações políticas, evidenciando o controle institucional perdido pelo sistema de Justiça venezuelano, que se tornou ferramenta de repressão utilizada por diversos setores do poder, incluindo forças de segurança e grupos políticos. A ONG adverte que, ao identificar a influência direta sobre a custódia dos detentos, busca avaliar o alcance de suas ações jurídicas.
A situação na Venezuela persiste como um exemplo alarmante de desmonte democrático, aprofundado desde a chegada de Hugo Chávez em 1999 e intensificado sob a presidência de Nicolás Maduro. A Revista Oeste aponta que, mesmo após a captura de Maduro em 2026, o sistema de repressão continuou ativo, com prisões arbitrárias, intimidação de opositores e abusos perpetrados por estruturas ligadas ao Estado. Apesar de mudanças no governo, centenas de opositores permanecem encarcerados, demonstrando a persistência de um cenário de graves violações de direitos humanos.









