O ministro Alexandre de Moraes, do STF, manteve a medida cautelar que garante a liberdade sob supervisão ao ex-deputado Roberto Jefferson. Contudo, a decisão, proferida na segunda-feira (25), veio acompanhada de um aviso claro: qualquer tentativa de fuga resultará na imediata revogação da prisão domiciliar.
A avaliação do ministro se baseou em evidências médicas apresentadas. Segundo a Gazeta do Povo, Jefferson passou por uma bateria de exames de emergência que detectaram a presença de sangue na urina e coágulos na bexiga. O parlamentar também enfrenta uma condição prévia de saúde, com histórico de cirurgia na próstata, e outros problemas como tumores em órgãos abdominais, crises convulsivas e histórico de depressão.
A situação jurídica de Jefferson permanece complexa, considerando a condenação a nove anos de pena por atos que visavam obstruir o funcionamento dos poderes, incitar violência contra membros da CPI da Pandemia e expressar preconceito contra a comunidade LGBTQIA+. Além disso, ele responde por ter sugerido ataques ao prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A defesa do ex-parlamentar busca a anulação da multa de R$ 452.300, referente a irregularidades em sua campanha eleitoral, que está sendo paga em 24 parcelas.
Adicionalmente, Jefferson foi obrigado a pagar uma indenização de R$ 200 mil à agente da Polícia Federal (PF) que sofreu ferimentos graves durante a tentativa de cumprimento de mandado judicial. A situação do ex-deputado, aos 72 anos, exige acompanhamento constante devido a múltiplas comorbidades, como o tratamento de tumores em pâncreas, testículo e cólon, conforme documentos médicos apresentados.









