A pressão sobre Jair Bolsonaro continua a aumentar com um novo desfecho judicial, desta vez sob o comando do ministro Alexandre de Moraes no STF. A determinação para que ele depõe à Polícia Civil no dia 23 de junho às 15h acende mais uma luz vermelha em investigações já complexas e carregadas de questionamentos sobre a condução da justiça brasileira.
De acordo com a Gazeta do Povo, o ministro Moraes fixou um depoimento presencial na prisão domiciliar do ex-presidente, justificando a medida pelas restrições impostas ao uso de tecnologias digitais por Bolsonaro – uma clara demonstração das táticas adotadas para limitar sua capacidade de comunicação e influência. Além disso, foi estabelecido um prazo de 48 horas para que a defesa apresente comprovação da contratação de assistência médica noturna, conforme decisões anteriores do próprio STF, reforçando o controle judicial sobre as condições de encarceramento do ex-presidente.
O caso começou com a apreensão de uma pistola Glock 9mm durante um patrulhamento realizado pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). A PMDF alegou que os veículos do GSI não passam por vistorias regulares, ao contrário dos carros oficiais da residência de Bolsonaro – fato questionável e que abre espaço para investigações sobre a segurança prevenida à figura política.
A defesa de Bolsonaro argumenta agora que o ex-presidente simplesmente procurava assistência técnica para uma arma com defeito, sem intenção ilícita ou conhecimento prévio do envolvimento de agentes de segurança na remoção do mecanismo da pistola – um ponto central em sua estratégia jurídica. A alegação sobre os medicamentos psiquiátricos utilizados por Bolsonaro também surge como elemento chave nesse cenário complexo, levantando dúvidas sobre a coerência e o julgamento do caso.
Como apurou a Gazeta do Povo, a defesa argumenta que as medicações utilizadas pelo ex-presidente foram determinantes em eventos passados, incluindo um episódio de tentativa de romper sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda em novembro de 2025 – o qual resultou na revogação temporária da liberdade. A equipe jurídica do ex-presidente enquadra a situação como uma “mera coincidência” relacionada ao fim do período concessivo da prisão domiciliar, que se encontra atualmente em avaliação devido à recuperação de Bolsonaro após uma broncopneumonia e sua pena total já estabelecida em 27 anos e três meses de encarceramento.









