O número de mortos causados pelo devastador terremoto na Venezuela disparou para alarmantes 2.645, conforme dados divulgados nesta sexta-feira, 23, pelo Ministério da Comunicação e Informação do país. A tragédia, que se abateu sobre a região costeira de La Guaira, revela um cenário desolador com mais de 15 mil pessoas sem teto e buscando auxílio governamental.
Segundo a O Antagonista, o balanço atual demonstra uma grave falha na capacidade de resposta do governo chavista diante da crise humanitária. A situação é agravada pelo fato de que apenas 86 mil famílias recebem assistência imediata enquanto mais de quinze mil pessoas permanecem desabrigadas após os tremores. Hospitais, essencialmente inoperantes devido à falta crítica de recursos e infraestrutura básica como água e eletricidade, não conseguiram prestar atendimento adequado aos feridos da região.
A atuação das forças militares venezuelanas durante a crise foi notavelmente discreta nas primeiras horas dos desastres, um padrão que alimenta suspeitas sobre as prioridades do governo socialista. Como apurou a O Antagonista, o chavismo tem se mostrado cada vez mais comprometido com a erosão das instituições e da prestação de serviços essenciais à população – uma realidade evidente na incapacidade do Estado em coordenar eficazmente operações de resgate ou fornecer suporte básico aos afetados pelo terremoto.
A resposta inicial ao desastre dependeu quase exclusivamente dos próprios cidadãos, que mobilizaram voluntários para buscar familiares entre os destroços e remover escombros manualmente. A ajuda internacional se mostrou crucial na localização de sobreviventes, embora a atuação da Polícia Nacional Bolivariana e funcionários da agência federal tenham tentado restringir o fluxo externo – buscando evitar sinais de perda do controle governamental sobre uma situação crítica que exige ações coordenadas para minimizar as perdas humanas e reconstruir as cidades devastadas.









