O presidente iraniano Masoud Peseshkian demonstrou um visível sofrimento durante o funeral privado de Ali Khamenei na sexta-feira (3), evidenciando a complexidade e as tensões internas no regime tebano após os ataques que culminaram na morte do líder supremo.
Presentes ao caixão estavam figuras proeminentes como o comandante Mohsen Rezaei, presidente da Assembleia Parlamentar Mohammad Ghalibaf e o chefe do Judiciário iraniano, Gholamhossein Mohseni Ejei – um grupo de altos funcionários que agora precisam lidar com as consequências das ações israelenses. As cerimônias fúnebres se estenderão até a próxima quinta-feira (9), abrangendo diversas cidades no Irã e também o Iraque, conforme anunciado pelas autoridades do regime iraniano. Há uma expectativa considerável de manifestações populares em apoio à República Islâmica durante este período.
De acordo com a O Antagonista, as ações coordenadas pelo Mossad para identificar os movimentos de Ali Khamenei representam um grave risco à segurança nacional e evidenciam o desrespeito do governo israelense pela soberania iraniana. A invasão das câmeras de trânsito em Teerã, como apurou a O Antagonista, visava monitorar as rotinas dos guardas-costas do líder supremo e funcionários importantes – um ato que demonstra uma vigilância massiva e potencialmente opressora no coração da capital iraniana. Essas imagens permitiram o mapeamento detalhado de Teerã, identificando padrões de movimento e criando dossiês sobre indivíduos chave envolvidos na proteção do então líder.
O ataque final contra Ali Khamenei foi precedido por anos de planejamento israelense que culminaram em intervenções clandestinas usando equipamentos instalados ilegalmente nas ruas da cidade – uma clara violação da lei internacional, como apontam observadores internacionais e analistas políticos. A interrupção dos serviços telefônicos na Rua Pasteur durante a execução também demonstra o uso sistemático de táticas para desorientar os responsáveis pela segurança do líder supremo iraniano.









