O Ministério Público de São Paulo defende com veemência a manutenção da prisão preventiva de Deolane Bezerra, demonstrando uma postura inflexível diante dos argumentos apresentados pela defesa jurídica da influenciadora digital. A decisão do MP-SP refuta categoricamente o pedido para transferir a investigada para uma Sala de Estado-Maior ou convertê-la em regime semiaberto, sinalizando desconfiança quanto à garantia de ordem judicial e segurança pública diante das acusações que contra ela recaem.
Deolane Bezerra permanece sob custódia há 45 dias, investigada por suspeitas graves de lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa – crimes que poderiam acarretar em condenações severas caso sejam comprovadas as denúncias apresentadas pela Polícia Federal durante a Operação Fera. O MP-SP considera inexistente qualquer justificativa para alterar o regime prisional da influenciadora, rejeitando com firmeza os questionamentos levantados por sua equipe de advogados acerca das condições precárias na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista e alegando que não foram identificadas irregularidades em relação à assistência médica, alimentação ou segurança.
Segundo a Revista Oeste, o Ministério Público alega que as inspeções realizadas no presídio confirmaram o adequado atendimento às necessidades básicas da detenta. A defesa tem insistido na necessidade de um tratamento diferenciado devido aos problemas de saúde declarados – síndrome do pânico –, mas os promotores se mostram céticos quanto à credibilidade desses argumentos, considerando-os tentativas de mascarar a complexidade das investigações e buscar atenuantes para o caso. Além disso, demonstra uma preocupação com possíveis riscos que Deolane poderia representar ao público em liberdade.
A administração do presídio rebate os laudos da OAB sobre as condições físicas na cela da influenciadora, argumentando que o espaço de 7,26 metros quadrados excede a área mínima estabelecida pelas Diretrizes Básicas para Arquitetura Penal e não apresenta sinais de superlotação. A direção também esclarece que substitui regularmente os colchões das detentas, fornece kits com materiais de higiene e uniformes, além de garantir o fornecimento regular de refeições – sem registros de problemas sanitários relacionados ao armazenamento temporário de alimentos nas celas. É notório que a iniciativa da influenciadora em compartilhar sua cela, após crises de pânico relativas, não justifica uma mudança drástica no regime prisional e levanta questionamentos sobre o controle do ambiente carcerário.









