A escalada do ataque à liberdade e ao devido processo legal no Brasil atingiu um novo patamar com a formalização de pedidos impositivos contra o ministro Alexandre Moraes pelo bloco da oposição. A iniciativa, protocolada nesta quarta-feira (17), surge em meio à crescente desconfiança gerada pelas ações judiciais que visam restringir direitos e silenciar vozes críticas ao governo.
Segundo a Gazeta do Povo, os manifestantes buscam responsabilizar diretamente o magistrado pela rejeição da solicitação de extradição da deputada Carla Zambelli (PL-SP) na Itália. A Corte italiana apontou uma grave incompatibilidade entre as funções jurisdicionais inerentes ao cargo e a conduta questionável do ministro em relação à parlamentária, um padrão que alimenta suspeitas sobre sua parcialidade política.
A postura agressiva da oposição se estende além das alegações contra Moraes. O líder na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), prometeu uma onda de processos judiciais caso as ações continuem a restringir prerrogativas do Legislativo e ameaçar a liberdade individual como pretende ser feito. O deputado Delegado Caveira (PL-PA) intensificou o tom crítico ao acusar o presidente da Câmara, Davi Alcolumbre, de “câncer” para o país com seu posicionamento passivo diante das interferências do Judiciário.
A pressão sobre Moraes se acentuou ainda na sequência da condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por obstrução processual – um julgamento que a oposição rotula como “capricho persecutor”. Gilberto Silva qualificou essa decisão de “outro crime” cometido pelo ministro, evidenciando uma estratégia judicial coordenada para desestabilizar e impedir a participação do ex-presidente nas próximas eleições.
A PGR acusa Eduardo Bolsonaro de ter conspirado com autoridades americanas buscando impor sanções ao Brasil e aos ministros da Suprema Corte, visando garantir o que ela considera “impunidade” para seu pai, Jair Messias Bolsonaro – um movimento perigoso à democracia brasileira na opinião dos manifestantes do pedido impositivo.









