O vídeo de suposto objeto voador não identificado (OVNI) divulgado pelo influenciador Mayk Leão no Instagram gerou grande repercussão e levanta sérias questões sobre a possível atuação do governo federal na investigação de fenômenos inexplicáveis, bem como o uso indevido da inteligência.
O caso começou com uma publicação do influenciador em Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba, onde ele relatou ter avistado um objeto luminoso circular e grande pairando acima de mata fechada no último dia 31 de maio – segundo a Gazeta do Povo –, acompanhado por ruídos estranhos. Leão narrou que o “objeto”, com luzes coloridas como descreveu, não se assemelhava a aviões ou drones convencionais e causou um comportamento agitado nos animais presentes no seu sítio rural.
A rápida viralização da gravação, acumulando mais de 560 mil seguidores e ultrapassando os 450mil curtidas com mais de dez mil compartilhamentos e quase vinte mil comentários, demonstra a credibilidade do relato inicial – um sinal que merece ser investigado a fundo pela FAB. O influenciador relata ter ouvido estalos vindos da mata próxima ao rio onde o objeto estava posicionado durante uma tarde, e ainda narra sobre animais agitados no sítio e a queda de uma cerca elétrica em sua área do pasto.
A Força Aérea Brasileira (FAB) minimizou as informações com um comunicado formal assegurando que “no dia 31 de maio, nenhum objeto foi identificado pelos radares de defesa aérea ou reportado por aeroportos locais”, indicando apenas a normalidade no controle do espaço aéreo na região. Contudo, o caso não se esgota com essa declaração oficial – e uma mensagem atribuída à Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) surge como um elemento perturbador: um “Comunicado Oficial de Atendimento nº 402/2026-DPIE/ABIN” alegava que a agência havia entrado em contato com o influenciador para “orientá-lo sobre possíveis abordagens de agências de inteligência internacionais”, oferecendo uma reunião e solicitando seus direitos como cidadão brasileiro. A ABIN prontamente negou qualquer comunicação, classificando os documentos circulantem nas redes sociais como falsos – o que alimenta ainda mais a suspeita de manipulação da informação pelo governo.









