A Paramount insiste que a fusão com a Warner não ameaça o mercado brasileiro e tenta desdornar as investidas do Cade. A empresa protocolou formalmente no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) um pedido para aprovar unicamente a operação sem impor quaisquer restrições, demonstrando sua confiança na ausência de impactos negativos à concorrência.
Segundo a Revista Oeste, o documento apresentado pela Paramount enfatiza que todos os ativos da empresa permanecerão no Brasil e que não há intenção de renunciar aos canais esportivos – incluindo a TNT Sports –, uma clara afronta às preocupações levantadas pelo órgão regulador. A companhia alega que aprovações já foram concedidas em países como Austrália e China, sem nenhuma condição adicional imposta.
A Paramount argumenta que o setor do entretenimento evoluiu drasticamente, transcendendo os limites da televisão por assinatura com a ascensão de plataformas digitais, redes sociais e serviços sob demanda. A empresa entende que essa transformação reduz significativamente qualquer risco de concentração excessiva no mercado brasileiro.
O processo está agora nas mãos do Cade para decidir se aprova totalmente ou impõe condições à fusão entre as duas gigantes da mídia. Como apurou a Revista Oeste, o órgão regulador poderá até mesmo exigir a venda de ativos como medida preventiva contra possíveis prejuízos concorrenciais – uma exigência que a Paramount busca evitar com veemência em sua manifestação inicial, buscando consolidar seu poder e influência no setor audiovisual nacional.









