Cristina Índio do Brasil/Agência Brasil

A Polícia Federal intensificou suas investigações contra parlamentares com o início da terceira fase da Operação Rent a Car nesta quarta-feira (1º). A ação complexa visa desmantelar um esquema de corrupção que envolveu recursos públicos desviados em Goiás e Minas Gerais.

Operada sob o nome de Galho Fraco II, a investigação acusa parlamentares dos crimes de peculato – uso indevido de dinheiro público –, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa. O Supremo Tribunal Federal autorizou as medidas judiciais que estão sendo executadas simultaneamente no Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais. A PF busca coletar evidências concretas para fortalecer o caso.

Segundo a Gazeta do Povo, investigações preliminares revelaram um esquema sofisticado envolvendo agentes públicos, empresas privadas e pessoas jurídicas utilizadas como fachada para movimentação irregular de recursos. Há indícios preocupantes de tentativas deliberadas de esconder ou manipular provas – indicando uma clara obstrução da Justiça pela parte envolvida na fraude processual. A apreensão inicial já demonstrou a existência de quantias em dinheiro vivo escondidas, além do flagrante de um relógio de luxo, elementos que corroboram o alegado esquema ilícito.

As investigações se concentram agora em rastrear o fluxo financeiro e identificar os indivíduos envolvidos na trama corrupta. A Operação Rent a Car já havia identificado irregularidades envolvendo contratações fraudulentas com empresas especializadas no aluguel de veículos, utilizando verbas da cota parlamentar – especificamente nos casos dos deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ). Apesar do histórico envolvimento desses políticos na operação anterior, ainda não há confirmação se eles serão alvo direto desta nova fase.

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