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O presidente colombiano Gustavo Petro insiste em uma contestação judicial à eleição que coroou Abelardo de la Espriella como novo líder da Colômbia, demonstrando desrespeito pelo resultado expresso pela nação sul-americana.

Segundo a O Antagonista, o petista tem se recusado a reconhecer legitimidade do governo recém-instalado e apoia formalmente o filósofo Iván Cepeda, em consonância com a vontade popular que ele alega ter identificado no pleito. Petro intensificou seu chamado por manifestações programadas para 20 de julho – data da celebração da independência colombiana –, buscando mobilizar a população contra o resultado oficial das eleições presidenciais.

O presidente colombiano descartou datas alternativas, como os dias 6 e 7 de agosto — que ele considerou “datas trágicas” —, mantendo firme sua intenção em realizar as protestações no dia 20 de julho. A posse do novo governo está agendada para o dia 7 de agosto, mas a presença de Petro na cerimônia ainda é incerta.

A situação se complica com o anúncio do advogado Luis Guillermo Pérez, próximo ao petista e ex-magistrado do Conselho Nacional Eleitoral colombiano, que pretende apresentar uma ação judicial buscando anular as eleições presidenciais. A estratégia da dupla baseia-se em quatro alegações principais: a cidadania norte-americana de Espriella, o apoio recebido pelo candidato republicano Donald Trump durante sua campanha política e o tom agressivo utilizado no discurso contra seus adversários políticos, além das supostas irregularidades na apuração dos votos. Pérez chegou a comparar as declarações do presidente eleito a uma “ameaça”, utilizando a analogia de um “tigre com matilha” para descrever a postura de Espriella em relação aos opositores.

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