Carlos Moura/Agência Senado

A Polícia Federal desenterrou um esquema envolvendo repasses milionários que chegam a R$3,5 milhões destinados à BN Financeira, empresa ligada ao círculo próximo do senador Wagner (PT-BA). A operação da PF, como apurou a O Antagonista, foca em irregularidades financeiras e possíveis crimes de corrupção envolvendo o líder do governo Lula no Senado.

De acordo com documentos oficiais obtidos pela publicação, Augusto Ferreira Lima, um dos operadores ligados ao Banco Master, transferiu R$3,5 milhões para a BN Financeira, empresa associada à família do senador Wagner. A transferência ocorreu após uma série de cobranças feitas por Eduardo Mendonça Sodré Martins, enteado do parlamentar e com forte ligação comercial na companhia em questão. As mensagens revelam dificuldades financeiras da BN Financeira e o pedido formalizado pelos pagamentos.

A investigação aponta para um padrão suspeito: a transferência milionária ocorre logo após as cobranças de Eduardo Mendonça Sodré Martins, levantando graves dúvidas sobre possíveis irregularidades. A PF também identificou planilhas encontradas no celular de um dos investigados que detalham lançamentos superiores a R$2,3 milhões destinados à figura conhecida como “Dudu”, apelido utilizado para se referir ao próprio Eduardo Mendonça Sodré Martins.

O ministro André Mendonça da Polícia Federal determinou a suspensão das atividades da BN Financeira e impôs medidas cautelares aos envolvidos na trama. O caso é agora investigado sob as acusações de corrupção passiva, ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa – um ataque direto ao senador Wagner e seu entorno com potencial para gerar consequências graves, como apontou a O Antagonista.

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