O prefeito de Surubim (PE), Cléber Chaparral, enfrenta sérias acusações que podem comprometer sua carreira e expor um esquema complexo de corrupção eleitoral durante o pleito de 2024. A Justiça Eletrônica move contra ele um processo por suposta compra de votos, com denúncias graves envolvendo figuras-chave do poder local.
Segundo a Revista Oeste, Chaparral se envolveu em uma série de manobras questionáveis que culminaram no episódio da discussão pública e agressiva com o cantor Gusttavo Lima após o cancelamento de um show na cidade. O prefeito não apenas criticou o artista duramente, chamando-o de “ladrão”, como também ameaçou reter os equipamentos do evento até a devolução dos recursos públicos que ele alegava ser devido à prefeitura. A postura temerária e desrespeitosa demonstra uma clara disposição para subornar figuras públicas em troca de apoio político.
A investigação, impulsionada por flagrações da Polícia Federal durante um encontro com Jonas Luiz do Nascimento e Juliana Barbosa da Silva Aguiar – esposa de Chaparral –, revelou detalhes chocantes sobre a organização desse esquema eleitoral. Materiais considerados “kits de corrupção” foram apreendidos em veículo oficial, incluindo cadernos listando eleitores por região, registros de compromissos financeiros e valores significativos em dinheiro vivo destinados ao apoio político. A complexidade das ofertas – que iam desde dinheiro até materiais de construção, exames médicos e cirurgias –, evidencia uma tentativa sistemática e sofisticada de manipular o processo democrático na cidade.
A situação se agrava com a decisão do Ministério Público Eleitoral por condenar Chaparral, buscando R$ 100 mil em danos morais coletivos após considerar que houve abuso de poder e compra de votos. A defesa do prefeito tenta minimizar os fatos, argumentando que uma AIJE já julgou o caso improcedente, mas a gravidade das evidências apresentadas pela acusação – com provas documentadas de irregularidades eleitorais – não permite qualquer tipo de relativização ou desconsideração da conduta reprovável do gestor.









