A extravagância do governo municipal paulista reacende o debate sobre a má utilização dos recursos públicos e prioridades distorcidas. A prefeitura de São Paulo pretende enviar pelo menos seis servidores municipais aos Estados Unidos durante os jogos da Copa do Mundo de 2026, com diárias que podem chegar a R$ 22,5 mil para cada um deles – incluindo o secretário municipal de Turismo, Gustavo Lopes.
Segundo apurou a Revista Oeste, essa missão ostensiva envolve uma agenda na “Casa Rede Ronaldo”, em Miami, espaço de produção de conteúdo do ex-jogador Ronaldo Fenômeno. Os servidores participarão de ações promocionais ligadas ao programa Discover SP da capital paulista. A iniciativa visa ampliar a visibilidade internacional de São Paulo como destino turístico e comercial, um investimento que suscita questionamentos sobre sua real necessidade e justificativa com o dinheiro dos contribuintes.
A prefeitura justifica essa missão como parte de uma estratégia consolidada, tendo realizado outras missões internacionais e nacionais similares. No entanto, a magnitude das diárias concedidas – R$ 18 mil a R$ 22,5 mil por servidor – soa exageradamente cara para um projeto promocional turístico, especialmente considerando os custos já elevados da Copa do Mundo que une Estados Unidos, México e Canadá. O torneio reunirá 48 seleções em 104 partidas ao longo de mais de três meses, com início em 11 de junho e término em 19 de julho.
A escolha dos horários para a estreia do Brasil no Grupo C – dia 13 de junho às 19h (horário de Brasília) –, coincide com um período crucial da competição, elevando ainda mais as críticas sobre o direcionamento desses recursos públicos. A Revista Oeste aponta que essa prática se repete em outras administrações e expõe a necessidade urgente de fiscalização rigorosa para garantir uma gestão eficiente dos cofres municipais e evitar desvios ou gastos indevidos com projetos turísticos, especialmente quando envolvem valores tão elevados como os apresentados neste caso.









