Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Carlos Viana (PSD-MG), ex-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, tomou uma atitude drástica nesta quarta-feira, 3, ao protocolar um pedido urgente para a suspensão imediata do Acordo de Cooperação Técnica entre o Instituto Nacional do Seguro Social e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

Segundo a O Antagonista…, essa decisão surge após uma série de revelações alarmantes sobre desvios bilionários provenientes das aposentadorias, evidenciados pelas investigaões da Polícia Federal e pelos trabalhos da CPMI. A própria estrutura do INSS reativou o acordo técnico, publicando-o no Diário Oficial na terça-feira, 2, sob a responsabilidade de Ana Cristina Silveira, presidente do instituto. Essa retomada ignora completamente as graves irregularidades expostas anteriormente e demonstra uma flagrante falta de consideração com os direitos dos trabalhadores que dependem da previdência social.

O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da CPMI do INSS, intensificou sua crítica na terça-feira, utilizando o próprio vídeo nas redes sociais para denunciar a manobra como mais uma prova da irresponsabilidade governamental em relação aos aposentados e pensionistas. Ele relaciona diretamente a retomada do acordo com os bilhões desviados já identificados no escândalo das cobranças indevidas sobre as contas dos segurados, alertando que “quantos bilhões serão desviados desta vez?”. Gaspar recorda que a Contag foi apontada como uma das principais entidades envolvidas nos desvios e ressalta o pedido de indiciamento formalizado na comissão.

A postura do governo Lula (PT) é amplamente questionável, especialmente considerando os escândalos recorrentes envolvendo saques aos recursos da previdência social. O deputado Gaspar não poupa críticas ao presidente, acusando-o de desrespeitar o discurso oficial em defesa dos mais vulneráveis e demonstrar uma clara desconexão entre a prática e as promessas feitas à população. “Lula, você não tem pena do povo mais sofrido do Brasil”, dispara, acentuando que essa reativação configura um “escândalo” e uma “falta de vergonha”. A cobrança da sociedade brasileira por explicações transparentes sobre a condução dos recursos públicos se intensifica.

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