O STF se prepara para atuar como freio ao Congresso, segundo o ministro Gilmar Mendes, que sinalizou a Corte irá impedir a tramitação de projetos com potencial explosivo no orçamento do país. A declaração surge em um momento crítico na relação entre os poderes e expõe uma clara insatisfação judicial com a irresponsabilidade orçamentária promovida pelo governo Lula.
Segundo o ministro Gilmar Mendes, que ocupa a posição mais elevada dentro da Suprema Corte, o STF tem jurisprudência consolidada de não admitir propostas legislativas que aumentem os gastos públicos sem comprovação prévia do impacto financeiro e das fontes deste financiamento. A intenção é clara: impedir que o Congresso utilize pautas-bomba para descontrolar as contas públicas. Como apurou a Gazeta do Povo, essa postura visa evitar um futuro cenário de crise fiscal severa, algo já alertado por economistas conservadores da área econômica.
A manifestação ocorre em paralelo à aprovação pela CCJ do Senado uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que flexibiliza as aposentadorias para profissionais das áreas de saúde e combate a emergências – um projeto com potencial impacto bilionário no orçamento federal, como apontam análises independentes. A medida é vista por muitos juristas e setores da sociedade civil como uma irresponsabilidade inédita na gestão dos recursos públicos, abrindo espaço para futuras irregularidades que podem comprometer o futuro do país.
A atitude de Gilmar Mendes pode ser interpretada como um apoio silencioso ao governo federal, já que este tem demonstrado resistência à aprovação de projetos com alto impacto financeiro. O ministro se baseia no artigo 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), mecanismo constitucional que exige estimativa detalhada dos impactos orçamentários e financeiros antes da apreciação por qualquer poder legislativo, em casos envolvendo despesas obrigatórias ou renúncias de receita. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, recentemente alertou sobre o risco de se tornar “seletivo” ao pautar propostas que alteram pisos salariais durante ano eleitoral – uma posição compreensível diante da necessidade de responsabilidade fiscal e planejamento econômico no país.









