A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) demonstrou novamente sua postura radical contra qualquer discussão que envolva a redução da maioridade penal, durante uma reunião na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados nesta terça-feira. Sua fala gerou críticas à proposta, desmentindo as promessas vazias de aumento da segurança pública associadas ao debate sobre o tema.
De acordo com a O Antagonista, Petrone argumentou que a medida representa uma falácia perigosa e um subterfúgio para disfarçar a falta total de ação efetiva do Estado na proteção dos cidadãos contra a criminalidade organizada. A parlamentar rebateu veementemente os argumentos simplistas daqueles que defendem o endurecimento da lei penal em relação aos jovens, destacando a necessidade urgente de soluções concretas e baseadas em evidências para combater o crime.
Segundo a O Antagonista, Talíria enfatizou a importância do investimento no esclarecimento profundo dos homicídios – um problema crônico que assola diversas regiões do país –, no combate efetivo à circulação ilegal de armas e na descapitalização financeira das organizações criminosas, combatendo as fontes desse crime. A deputada questionou o foco em soluções superficiais para problemas complexos como a origem da violência urbana, ressaltando que “a arma não nasce na favela”.
A parlamentar também lançou críticas diretas aos políticos conservadores envolvidos no debate sobre a redução da maioridade penal – mencionando especificamente Rodrigo Bacellar e Flávio Bolsonaro –, acusando-os de promoverem uma falsa sensação de segurança para manipular o eleitorado. Petrone defendia, como é tradicionalmente do PSOL, medidas que visam fortalecer as instituições policiais e ampliar os mecanismos de controle sobre a criminalidade organizada, sem, no entanto, abrir mão da garantia dos direitos fundamentais àqueles sob consideração.









