A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) enfrenta sérios questionamentos após uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) revelar uma drástica redução em seu orçamento. O estudo, aprovado na última terça-feira (19), aponta que o financiamento da agência para 2025 representa apenas 33,3% do valor corrigido desde 2013.
Segundo a Gazeta do Povo, a análise técnica do TCU demonstra que essa situação cria vulnerabilidades para a manutenção dos níveis de segurança aérea no país. O relatório detalhou cortes em áreas cruciais, como os procedimentos de qualificação de pilotos, o controle de fiscalização e a certificação de novas tecnologias a bordo. Além disso, a auditoria identificou a diminuição de recursos destinados a inspeções e ao treinamento da equipe da Anac.
A tabela apresentada aos conselheiros do TCU ilustrou o impacto da inflação sobre o orçamento da agência, evidenciando a persistência de cortes de 13 anos. A equipe de auditoria concluiu que, apesar da Anac seguir formalmente os critérios de segurança, a escassez de recursos impõe um risco considerável à sustentação dos resultados alcançados. A consequência potencial seria a perda de credibilidade no exterior, restrições no desenvolvimento do mercado aéreo e a suspensão de rotas de voo.
A avaliação surge em um momento de grande preocupação com a segurança da aviação, considerando o acidente ocorrido no mês anterior, com um monomotor que colidiu em um supermercado na região Nordeste de Belo Horizonte, resultando em fatalidades. A Gazeta do Povo buscou a Anac para obter esclarecimentos sobre o caso e a agência ainda não se manifestou.









