A falha na tornozeleira eletrônica do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro ocorreu no momento crucial da partida entre Brasil e Haiti pela Copa do Mundo de junho passado, levantando questionamentos sobre a segurança e o controle das medidas cautelares impostas ao político.
Segundo relatório semanal apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF), ocorrida em 19 de junho, o equipamento utilizado por Bolsonaro perdeu comunicação às 18h57. A equipe técnica solicitou que ele se deslocasse para as áreas externas da residência a fim de tentar restabelecer o contato com a polícia responsável pelo monitoramento. Aproximadamente uma hora e meia antes do início da partida entre Brasil e Haiti, representantes do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (CIME) chegaram ao local.
Dois policiais foram designados para verificar as condições da tornozeleira. A constatação que se seguiu foi a de que o dispositivo continuava operacional: os LEDs estavam acesa e a sinalização apresentava funcionamento normal, conforme apurou a O Antagonista. Bolsonaro obedeceu prontamente à solicitação de mudança de local feita pela equipe técnica. Após a retomada do contato, os técnicos conseguiram recuperar todos os dados registrados durante o período da falha no monitoramento eletrônico.
Apesar do incidente técnico, não houve intercorrências com a medida cautelar imposta ao ex-presidente, que cumpre pena acumulada de 27 anos e 3 meses devido à condenação na “ação penal sobre as infiltrações” ocorrida entre 2022 e 2023. A defesa do petista protocolou pedido para prorrogar o benefício da prisão domiciliar com vencimento em quinta-feira, mas como apurou a O Antagonista , Alexandre de Moraes deve adiar a decisão até a próxima semana.









